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Manutenção parcial em ponte no interior do AC é iniciada
A ponte sobre o Igarapé Rapirrã, em Plácido de Castro, no interior do Acre, danificada pela cheia do Rio Abunã, passou por uma manutenção parcial nesta sexta-feira (10).
A estrutura, que liga o município acreano à Vila Evo Morales, na Bolívia, está interditada para o tráfego de veículos desde o fim de março por conta da cheia. Ao g1, a Defesa Civil Municipal informou que, mesmo com o início dos reparos, a ponte permanece interditada para veículos e é utilizada apenas por pedestres e ciclistas.
A liberação total depende da conclusão dos trabalhos e de uma nova análise das condições de segurança da estrutura. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp No momento, os trabalhos se concentram apenas nos pontos danificados que foram identificados durante as vistorias, sem a retirada completa da estrutura.
Uma intervenção mais ampla deve ocorrer após a normalização do nível do rio, conforme a Defesa Civil Municipal. Ponte passa por manunteção nesta sexta-feira (10) em Plácido de Castro Arquivo/Defesa Civil de Plácido de Castro De acordo com o monitoramento do órgão, na medição desta sexta (10), o Rio Abunã marcou 12,53 metros e está abaixo da cota de transbordo, que é de 12,60 metros, porém, ainda está acima da cota de alerta, fixada em 12,20 metros.
Com a vazante, houve redução do volume de água no igarapé Rapirrã, o que permitiu avaliações técnicas e o início das intervenções com apoio de embarcações. A ação envolve equipes do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), da Prefeitura de Plácido de Castro e representantes bolivianos.
A demanda foi inicialmente levantada pela Defesa Civil municipal, que fez inspeções no local e encaminhou relatórios técnicos aos órgãos responsáveis. LEIA MAIS: Lama, chuva e riscos diários: estudantes encaram travessia a pé em ponte comprometida por cheia no Acre Enchente afeta mais de 100 famílias em cidade no Acre e interdita acesso à Bolívia Acre decreta situação de emergência em seis municípios devido às cheias de rios Apesar da redução do manancial, o município permanece em estado de atenção por conta do período chuvoso e da possibilidade de novas elevações no nível do rio, além dos impactos ainda existentes em áreas urbanas e rurais. O Rio Abunã marcou 12,93 metros na última terça-feira (7), ultrapassando em 33 centímetros a cota de transbordo.
Pelo menos três comunidades foram alagadas e mais de 100 famílias foram afetadas.
Equipes do Deracre estão em Plácido de Castro para fazer manunteção na ponte Arquivo/Defesa Civil de Plácido de Castro Na área urbana, duas famílias precisaram deixar suas casas e foram acolhidas por parentes e amigos.
Os moradores já retornaram para casa. Além disso, entre os dias 1º e 3 de abril, o município registrou cerca de 280 milímetros de chuva, o que levou o governo do estado a decretar situação de emergência em Plácido de Castro e outros cinco municípios.
O maior nível atingido pelo manancial na cidade foi 13,64 metros na última sexta (3). Intervenções Na última terça-feira (7), engenheiros do Deracre fizeram nova vistoria e mantiveram a recomendação de interdição.
Em nota, os órgãos responsáveis reforçaram que a liberação para veículos só ocorrerá após a redução do nível da água e uma nova análise da estrutura. Estudantes encaram travessia a pé em ponte comprometida por cheia no interior do Acre O prefeito da cidade, Camilo da Silva (PP), disse que a gestão municipal faz o acolhimento e os atendimentos necessários às famílias afetadas com distribuição de cestas básicas, disponibilização de abrigos e acompanhamento da evolução da cheia do manancial e igarapés. "Essa semana tivemos desse lado de cá, que é do Rapirrã, onde a ponte foi extremamente comprometida.
A enchente, pela primeira vez, quase banhou a ponte.
E aí nós tivemos a comunidade boliviana que nos procurou pedindo socorro e entramos em contrato com o Deracre que designou uma equipe especializada que veio avaliar a ponte e achou por bem interditar até que haja uma vazante para fazer uma avaliação melhor, temendo que um risco maior pudesse acontecer", complementou. Dificuldades Estudantes que atravessam a fronteira para cursar medicina na Bolívia relataram ao g1 o medo de atravessar a ponte a pé para poder ir à faculdade.
Osvaldo Junior, de 39 anos, contou que sai de Rio Branco ainda de madrugada para chegar em Plácido de Castro. "Para chegar a pé [na faculdade] é em média de 20 minutos, andando rápido.
Há um desgaste maior e fora o risco, porque se ela foi interditada, é porque corre o risco de acidente com pedestre.
A gente tem que ir, porque tem que estudar, mas é nesse risco diário", relatou. A estudante Alexandria Jardim também descreveu as dificuldades enfrentadas no percurso, que para ela começa ainda em Senador Guiomard, distante 73 km da cidade fronteiriça. Estudantes relatam medo ao atravessar ponte sobre o Igarapé Rapirrã, em Plácido de Castro Jhenyfer de Souza/g1 "Às vezes a gente pega chuva, tem estrada de barro, então chegamos sujos na faculdade, atrasados.
Sem contar que percorremos todo o caminho, passa por estrada esburacada, chega aqui e tem que passar por isso.
No começo, a gente sabia que estava sujeito a esse risco, sempre tem essas alagações, eles seguram [a ponte] com corda, a esperança é que elas não quebrem", disse ao se referir às amarrações improvisadas usadas para dar sustentação à ponte. Já do lado boliviano, comerciantes também relatam prejuízos.
O empresário Ruan Sousa afirma que a interdição afeta diretamente a economia local. "O comércio fica prejudicado porque tanto Bolívia quanto Brasil precisam um do outro.
Quando os carros passam, a ponte treme, é perigoso.
É necessário fazer uma intervenção", completou. VÍDEOS: g1