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Em vazante, manancial segue em monitoramento a famílias já voltam para suas casas
Após mais de uma semana acima da cota de transbordo, que é 13 metros, o Rio Juruá chegou a marca de 12,98 metros na medição das 6h desta sexta-feira (10) em Cruzeiro do Sul, interior do Acre.
Em 24 horas, o rio teve uma redução de 25 centímetros. Com a vazante do manancial, os órgãos municipais vão se reunir nesta sexta (10) para definir os locais e a forma de atuação das ações de limpeza nas áreas afetadas pela cheia.
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: a cheia do manancial afetou bairros e comunidades do município e fez com que 59 famílias fossem levadas a abrigos montados na cidade, bem como outras três levadas a casa de parentes.
No total, cerca de 28.350 pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente, o que totalizou 7.087 famílias em 12 bairros da zona urbana, 15 comunidades rurais e três vilas.
Em razão desta situação, o governo estadual decretou emergência no domingo (5). Rio Juruá registrou 12,98 metros nesta sexta-feira (10) Arquivo/Prefeitura de Cruzeiro do Sul A previsão, segundo o secretário de Obras de Cruzeiro do Sul, Carlos Alves, é que o mutirão inicie na próxima segunda-feira (13). “Estamos vendo, vamos conversar com o pessoal da Defesa Civil para saber se já baixou totalmente, para começarmos a fazer a limpeza e, provavelmente, na segunda-feira já vamos começar a fazer isso”, disse. Retorno Na quinta-feira (9), as 23 famílias que ainda estavam em abrigos públicos por conta da cheia do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, retornaram para suas casas.
A retirada desses moradores iniciou na última quarta (8), com a Defesa Civil Municipal levando 39 famílias para suas residências.
LEIA TAMBÉM: Acre decreta situação de emergência em seis municípios devido às cheias de rios Mais de 4 mil galões de água são distribuídos para famílias afetadas pela cheia do Rio Juruá Famílias desabrigadas pela cheia do Rio Juruá começam a voltar para casa em Cruzeiro do Sul Enchente no Juruá: Demais famílias que estavam em abrigo voltam para casa em Cruzeiro do Sul Com a saída dos moradores, os abrigos devem ser desmobilizados pela Defesa Civil Municipal.
Cada família recebeu uma cesta básica e um kit de limpeza para reorganização da casa. Ao g1, a Defesa Civil de Cruzeiro do Sul explicou que o retorno das famílias às áreas afetadas pela cheia inicia quando o rio se aproxima dos 13,70 metros.
Antes dessa volta, todas as casas foram vistoriadas e liberadas para receber os moradores. Diante da redução, o órgão destaca que não há necessidade de manter as famílias nos abrigos.
Além disso, os abrigos funcionam em escolas e as unidades precisam retomar as aulas o quanto antes para garantir o calendário escolar. Famílias desabrigadas pela cheia do Rio Juruá começam a voltar para casa em Cruzeiro do Sul Decreto de emergência Devido às cheias de rios em várias regionais do estado, o governo do Acre decretou situação de emergência em seis municípios.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) do último domingo (5). O decreto cita emergência de nível 2 e abrange as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro.
Após a publicação, a medida segue para reconhecimento pelo governo federal. Estes municípios estão com os respectivos rios em situação de emergência, atingindo a cota de alerta ou transbordamento, ou em estado de atenção por receberem influências de outros mananciais. Histórico das cheias No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas.
Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável.
Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo. Já no dia 31 de janeiro, o Rio Juruá também ultrapassou a cota de transbordo ao atingir 13,12 metros.
Dias depois, em 2 de fevereiro, o nível chegou a 13,49 metros e também manteve o município em alerta máximo, segundo a Defesa Civil Municipal.
Na ocasião, mais de 6 mil moradores foram afetados direta ou indiretamente pela cheia.
A última enchente ocorreu no dia 24 de fevereiro, há mais de um mês, quando o manancial marcou 13,17 metros e atingiu nove bairros e oito comunidades rurais. Além disso, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro e a publicação foi feita seis dias depois, após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural. A cota de transbordo foi ultrapassada na última segunda-feira (30) e o manancial permaneceu nesta situação por mais de uma semana.
Na última sexta (3), o rio havia registrado 14,10 metros e, naquela ocasião, 19,6 mil pessoas estavam afetadas.
Esta foi a quarta vez que o rio transbordou somente este ano. A remoção dos moradores teve início na tarde de terça (31).
Além da remoção para os abrigos, também foi feita a suspensão da energia elétrica para 186 famílias.
O abastecimento de água potável também foi interrompido. Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril.
Nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros.
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