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Mulher diz ter vivido três experiências de quase morte e relata visões fora do corpo
O Fantástico mostrou relatos de pessoas que dizem ter vivido sensações semelhantes ao ficar entre a vida e a morte.
Moradora da Região Metropolitana do Recife, a educadora Josivânia Freitas afirma ter passado por três experiências desse tipo.
As duas primeiras, aos 12 e 17 anos, ao desmaiar quando sofreu violência doméstica.
“Eu me vi fora do corpo, como se tivesse saído de mim.
É uma espécie de foco de luz.
'Eu morri?'.
Foi a pergunta que eu me fiz naquele processo”, lembra. A terceira, e mais marcante, aconteceu durante um parto de alto risco, aos 20.
Segundo ela, ouviu médicos falando em atestado de óbito enquanto observava a cena de fora do corpo.
“Um médico começou a falar que o corpo teria que ser levado, que teria que chamar a família.
Ele disse: ‘você vai na sala 8, abre a segunda gaveta e pega os atestados de óbito’.
Eu pensava: ‘não, mas eu estou viva, o senhor não está me vendo?’”, relata. Pouco depois, ela afirma ter ouvido uma voz que a tranquilizou: “Não se preocupe, você vai retornar", diz.
Quando acordou da anestesia, a primeira reação foi verbalizar o que, para ela, era uma certeza.
“Eu estou viva!”, disse à equipe médica.
Em seguida, questionou o anestesista: “eu falei com você, você não me ouviu?”.
O profissional, segundo ela, demonstrou espanto ao perceber que a paciente descrevia diálogos que teriam ocorrido enquanto ela estava inconsciente. 'Eu me vi fora do corpo': relatos de brasileiros reacendem debate sobre experiências de quase morte Essas experiências são objeto de intenso debate entre pesquisadores.
Para um grupo de cientistas, como a neurocientista Charlotte Martial e o neurologista Daniel Kondziella, tudo o que acontece na quase morte pode ser explicado por processos cerebrais extremos.
Segundo eles, em crises fisiológicas graves, o cérebro produz uma “tempestade” de neurotransmissores capaz de gerar imagens, sensações de bem-estar e a impressão de estar fora do corpo. Outros estudiosos discordam que a explicação seja suficiente.
Há quem defenda que alguns relatos — especialmente os que envolvem informações verificáveis depois do evento — apontam para algo além da atividade cerebral conhecida. Josivânia afirma que por muitos anos evitou falar sobre o assunto.
Hoje, diz se sentir em paz para contar a própria história. “Passaram-se anos para que eu pudesse falar.
Com a idade que eu tenho agora, já não me preocupo mais com o que acham ou pensam.
Eu só sei o que eu passei, sei o que vivi.
E está tudo certo”, afirma. Mulher diz ter vivido três experiências de quase morte e relata visões fora do corpo Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: "Eu falei: não, eu preciso voltar": Reportagem especial mostra debates sobre experiências de quase morte