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Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli.
Globo/ Manoella Mello
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, foi entrevistado nesta sexta-feira (28) pela Globo.
Conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com presidenciáveis.
É a primeira vez que as sabatinas com postulantes ao Palácio do Planalto são exibidas após o "Jornal Nacional", e não durante o telejornal. A emissora convidou os seis mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto.
A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. A programação é a seguinte: 24 de agosto (segunda-feira) - Romeu Zema (Novo) – leia a checagem 25 de agosto (terça-feira) - Ronaldo Caiado (PSD) – leia a checagem 26 de agosto (quarta-feira) - Renan Santos (Missão) – leia a checagem 27 de agosto (quinta-feira) - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – leia a checagem 28 de agosto (sexta-feira) - Flávio Bolsonaro (PL) 29 de agosto (sábado) - Augusto Cury (Avante) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Flávio Bolsonaro.
Leia: "[...] a prestação de contas [do filme ‘Dark horse’, cinebiografia de Jair Bolsonaro, pai de Flávio] foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo, por exigência minha, antes dos 30 dias.
Inclusive, vi na própria imprensa, foi publicado no site do g1, a prestação de contas estava acontecendo." g1 A declaração é #FAKE: Veja por quê: Em 13 de maio, o site The Intercept revelou um áudio enviado por Flávio Bolsonaro ao a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para pedir dinheiro para financiar o filme "Dark horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme.
Seis dias depois, o senador e candidato à Presidência afirmou, em entrevista coletiva: "Solicitei à produtora do filme que apresente, dentro de um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre a utilização e o destino dos recursos empregados na produção do longa-metragem". Em 15 de junho, o g1 publicou uma reportagem relatando que a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável por “Dark horse”, apresentou um laudo alegando que o longa-metragem teria custado R$ 75,1 milhões, sendo que R$ 54 milhões foram gastos no exterior, e R$ 20,9 milhões, no Brasil. Esse documento, anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga Karina (leia detalhes abaixo), não tem informações sobre a origem dos recursos, notas fiscais, recibos que comprovem os gastos do valor repassado por Vorcaro ou comprovante de transferência bancária.
Contratado pelos próprios advogados da empresária, o perito que assina o laudo afirmou ter elaborado a avaliação por meio de contratos, planilhas financeiras e extratos.
Além disso, admitiu não ter acessado o fundo americano Havengate, apontado como o destinatário das transferências feitas por Vorcaro.
A Polícia Federal (PF) considera a análise do caminho do dinheiro fundamental para entender a origem e o destino desses valores.
O relatório foi anexado a um inquérito da Polícia Civil de SP envolvendo uma ONG de Karina Fereira.
O alvo é um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital paulista, firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à empresária e fica no mesmo endereço da Go UP Entertainment.
A investigação apura se o dinheiro originalmente destinado à instalação de pontos de wi-fi foi usado na produção de "Dark horse".
Além disso, uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) apura os repasses de Vorcaro para a produção do filme.
O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça. "É um patrocínio [dinheiro repassado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro] para um filme privado [‘Dark horse’] sobre o meu pai [Jair Bolsonaro]." Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 #NÃOÉBEMASSIM.
Veja por quê: Em entrevista à GloboNews em 14 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que recursos pagos por Daniel Vorcaro para bancar o filme "Dark horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador.
O dono do Banco Master chegou a dar R$ 61 milhões. Em 23 de julho, o ministro André Mendonça, o STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar essas transferências de Vorcaro.
A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano.
O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações. Os investigdores também buscam saber se o valor foi depositado em troca de algum favor prestado por Flávio Bolsonaro ou por seu grupo político.
Como informou o blog de Andréia Sadi no g1 neste sábado (29), a PF apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e o filme.
A investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público (um senador) e um agente privado (um ex-banqueiro). O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida". Os investigadores querem saber se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da transação, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final. A investigação também considera relevante o fato de que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador de “Dark horse. “Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, se não me engano, no momento em que ele [Adriano Magalhães da Nóbrega] era um policial reconhecido, eu conhecia ele dentro do Bope [Batalhão de Elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro].
[Ele] não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época.
Quando ele estava preso, acusado de homicídio, é porque na época tinha uma política dizendo o seguinte: ‘olha, primeiro a gente pune o policial, e depois ele explica se ele é inocente ou não’.
Ele estava sendo falsamente acusado de ter cometido homicídio, e, na verdade, foi uma troca de tiros com traficantes.
Depois, ficou comprovado que ele tinha trocado tiros com este traficante, e ele foi absolvido.” g1 #NÃOÉBEMASSIM.
Veja por quê: Em outubro de 2003, na época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro fez a primeira homenagem ao então tenente Adriano da Nóbrega (leia o histórico).
Em uma moção de louvor, ele destacou que o militar desenvolvia sua função com "dedicação" e "brilhantismo". Em junho de 2005, o deputado fez nova homenagem a Adriano, com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O homenageado não compareceu à sessão, porque estava preso, acusado de homicídio (leia mais abaixo). Em outubro de 2005, quatro dias depois que Adriano foi condenado pelo homicídio em júri popular, o então deputado federal Jair Bolsonaro, pai de Flávio, fez um discurso na Câmara dos Deputados em defesa de Adriano da Nóbrega.
Bolsonaro contou que compareceu ao julgamento do PM – segundo ele, um "brilhante oficial". O jornal “O Globo” teve acesso aos processos em que o ex-capitão Bope foi réu.
A defesa chegou a afirmar que ele agiu para revidar um ataque a tiros e que Leandro dos Santos Silva era traficante e portava uma pistola.
No entanto, essa versão não foi comprovada nos autos.
Leandro era guardador de carros registrado na CET-Rio e foi assassinado em 27 de novembro de 2003.
Adriano da Nóbrega foi preso em janeiro de 2004 e condenado em outubro de 2005 pelo júri em primeira instância a 19 anos de prisão, mas ele recorreu.
A sentença foi anulada, e o réu foi absolvido em um novo julgamento, em janeiro de 2007, não sob a alegação de legítima defesa – como seria o caso de uma troca de tiros – mas pela conclusão de que não foi possível confirmar a participação dele no homicídio. Apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais Escritório do Crime e de uma milícia no Rio, Nóbrega foi morto em um confronto com policiais em 2020, na Bahia. Uma reportagem publicada por "O Globo" em 2021 relatou, dois dias após a morte de Adriano, a uma irmã dele, Tatiana Magalhães da Nóbrega, afirmou em um telefonema que "o jogo do bicho pagou a absolvição dele".
Ela não especificou se esse suposto pagamento seria referente ao caso envolvendo o guardador de carros ou o atentado, em setembro de 2008, contra o pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros (leia mais na checagem abaixo).
“Na época ele era um policial exemplar que estava sendo preso, que estava preso injustamente.
Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe, principalmente, que participava de movimentos de defesa, né? De de esposas [...] esposas e mulheres de militares e policiais perseguidos injustamente.
Então, ela liderava o movimento, como sempre foi minha bandeira defesa dos policiais, dos bons policiais, eu achei por trazer ela pra trabalhar comigo e ela fazia essa.
Eu vou, eu vou te responder.
E ela fazia essa intermediação, né? Das, das demandas das famílias de policiais militares com o meu gabinete.
Trabalhava direitinho, sem problema nenhum.
E só que mais uma vez, uma pessoa que estava presa injustamente.
Ele foi absolvido depois dessa acusação pela qual ele estava preso, Renata." g1 #NÃOÉBEMASSIM.
Veja por quê: A esposa de Adriano da Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, foi nomeada para o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em agosto de 2007, no segundo mandato dele como deputado estadual.
Na época, ele já havia sido preso por homicídio em 2004 e condenado em 2005.
A sentença foi anulada, e Nóbrega acabou sendo absolvido em janeiro de 2007. Em setembro de 2008, Adriano da Nóbrega voltou a ser preso, por um atentado ao pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros. Em novembro do ano seguinte, a Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu sindicância por suspeita de envolvimento do policial com o jogo do bicho.
Em dezembro de 2011, ele foi preso na Operação Tempestade do Deserto, que investigava o atentado contra o pecuarista.
Em agosto de 2012, foi posto em liberdade pela Justiça.
Em 2014, acabou absolvido no caso. Nóbrega consta do inquérito sobre o assassinato do contraventor José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, genro e herdeiro do espólio do também contraventor Waldemir Paes Garcia, o Maninho, ex-presidente do Salgueiro.
O crime foi cometido em setembro de 2011.
Cerca de cinco meses antes, o policial militar conciliava o trabalho na corporação com o cargo de chefe da segurança dos pontos de jogo do bicho e máquinas caça-níquel de Zé Personal, até ser demitido da função.
As investigações não avan...