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Programa de televisão sul-coreano relata os disparos de mísseis pela Coreia do Norte com imagens de arquivo.
Lee Jin-man / AP
A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar nesta terça-feira (26), informou o exército da Coreia do Sul, no mais recente de uma série de demonstrações de armamentos feitas por Pyongyang neste ano.
O Estado-Maior Conjunto sul-coreano afirmou que os mísseis foram disparados da cidade de Jongju, na costa oeste norte-coreana.
Segundo os militares sul-coreanos, o país reforçou sua postura de vigilância e está trocando informações de perto com os Estados Unidos e o Japão.
Foi o primeiro lançamento de armas da Coreia do Norte desde 19 de abril, quando o país disparou vários mísseis de curto alcance no que a mídia estatal descreveu como uma demonstração de ogivas de bombas de fragmentação.
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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, tem se concentrado em expandir seus arsenais nuclear e de mísseis desde o colapso de sua diplomacia nuclear com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2019.
Trump já expressou repetidamente o desejo de retomar as negociações com Kim, mas Pyongyang ignorou as iniciativas até agora e pediu que Washington abandone a exigência de desnuclearização da Coreia do Norte como condição prévia para as conversas. Kim adotou uma postura cada vez mais rígida em relação à Coreia do Sul, chamando o país de inimigo permanente e mais hostil da Coreia do Norte, além de tomar medidas para encerrar todos os vínculos entre os dois lados. Mais cedo nesta terça-feira, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, pediu durante uma reunião de gabinete esforços mais fortes para avançar o setor militar do país.
Ele destacou capacidades em inteligência artificial e drones, além da possível aquisição de um submarino movido a energia nuclear — tema que faz parte de sua diplomacia com Washington. Lee, um político liberal que defende melhores relações com a Coreia do Norte, não comentou especificamente as ameaças representadas pelo Norte.
No entanto, ressaltou a importância de a Coreia do Sul demonstrar “determinação para assumir a responsabilidade e proteger nossa própria segurança”, afirmando que essa postura também fortaleceria a aliança do país com os Estados Unidos.