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Emmanuel Macron na cúpula do G7
LUDOVIC MARIN/Pool via REUTERS
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (15) que a missão anunciada por ele e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para garantir a segurança no Estreito de Ormuz após o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã pode ser implementada de 2 a 3 dias após a assinatura do acordo entre os dois países.
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EUA e Irã acertam acordo de paz, mas reabertura do Estreito de Ormuz não deve ser imediata; entenda
O líder francês disse que, além de seu país e do Reino Unido, Itália e Holanda também estão prontos para ajudar na missão.
Também declarou que o G7 fará tudo para garantir a normalização do tráfego marítimo na rota e defendeu que sua reabertura "deve ser feita sem pedágios". Segundo uma fonte da agência de notícias iraniana Fars, Teerã adicionou uma cláusula sobre a imposição de taxas de serviços marítimos para embarcações que desejarem trafegar pelo estreito de Ormuz ao acordo com os Estados Unidos, pouco antes de seu anúncio. "Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniana-omani sobre o Estreito de Ormuz.
O uso do termo 'serviços marítimos' significa que os Estados Unidos aceitaram que taxas serão pagas ao Irã", disse a agência, citando a fonte anônima. Macron ainda ressaltou que os estoques de urânio enriquecido do Irã precisam ser neutralizados e colocados sob a supervisão da agência atômica da ONU: "Garantiremos que as capacidades de enriquecimento de urânio remanescentes sejam devidamente neutralizadas", disse Macron, acrescentando que os estoques sensíveis devem ser "retirados ou diluídos" e então monitorados pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Saiba mais sobre a missão europeia Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estreito de Ormuz A missão em Ormuz foi anunciada por Macron e Starmer em abril.
Os dois líderes europeus, que reuniram colegas de vários países em uma reunião para debater a questão, anunciaram que uma dúzia de países está pronta para contribuir com recursos para uma missão defensiva destinada a restaurar a liberdade de navegação na rota marítima, por onde passam 20% de toda a produção mundial de petróleo. "Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de uma dúzia de países já se ofereceram para contribuir com recursos.
Reabrir o estreito é uma necessidade global e uma responsabilidade global", disse Starmer a repórteres ao lado dos líderes da França, Alemanha e Itália. Macron declarou ainda que "nenhuma privatização" da rota marítima será aceita - relatos divulgados pela imprensa dizem que tanto Irã quanto os EUA cogitaram cobrar pedágio pela passagem de embarcações - e que "os acontecimentos recentes são encorajadores, mesmo que devamos manter a prudência". Macron e Starmer têm liderado esforços internacionais para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã.
Starmer acusou o país de “manter a economia mundial refém”.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão ao anunciar um bloqueio retaliatório contra portos iranianos. Michel Euler/AP Representantes dos Estados Unidos não estiveram presentes no encontro e o presidente do país, Donald Trump, alfinetou os planos resultantes da cúpula em um post na rede Truth Social: "Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de alguma ajuda.
Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo.
Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!". Desde o começo da guerra contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, Trump vem fazendo duras críticas à Otan.
O presidente norte-americano ficou insatisfeito com a negativa recebida dos outros países da aliança para ajudar no desbloqueio do Estreito de Ormuz. Na quarta-feira (15), ele afirmou: "A Otan não esteve lá por nós, e não estará lá por nós no futuro". No dia 1º de abril, disse que estava considerando 'seriamente' tirar os EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte em entrevista ao jornal britânico "The Telegraph". SANDRA COHEN: Guerra no Irã implode a confiança entre Trump e aliados da Otan Veja os vídeos que estão em alta no g1