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Pais e alunos foram atraídos pela estrutura educacional da Seduc.
Pablo Cavalcante
Salas de aula modernizadas, laboratórios de ciências e informática, espaços de Atendimento Educacional Especializado (AEE), ambientes amplos equipados com tecnologia moderna, além de cursos técnicos, intercâmbios internacionais e uma diversidade de projetos educacionais.
O chamado “padrão ouro” das escolas estaduais do Piauí tem atraído, cada vez mais, estudantes do ensino privado para a rede pública. Os pais da estudante Lara Beatriz Vieira foram atraídos pela estrutura educacional da Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) e optaram por transferi-la de uma instituição privada em Teresina após a conclusão do ensino fundamental.
Ela foi matriculada no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Professora Helena Carvalho, localizado na zona norte da capital piauiense, para cursar o ensino médio. “O ensino em tempo integral mantém os alunos por mais tempo na escola, permitindo maior aprofundamento nos estudos.
Isso chamou muito a minha atenção.
Além disso, a estrutura é excelente, não deixa a desejar em relação à escola anterior”, relata Fátima Aparecida Vieira, mãe da estudante. Atualmente, Lara Beatriz cursa o ensino médio integrado ao curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas e afirma que a nova escola superou suas expectativas.
“Estou gostando muito.
Tive uma recepção acolhedora e uma adaptação tranquila.
A escola é organizada, possui ótimos projetos e oferece todo o suporte necessário aos estudantes.
Acredito que a escola me oferece as condições necessárias para prosseguir com meus estudos e alcançar meus objetivos”, destaca. Quem também escolheu a rede estadual para concluir o ensino médio foi a estudante Maria Rita Rodrigues.
Ela ingressou no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) João Henrique de Almeida Sousa em 2025 para cursar a 1ª série.
Atualmente, faz o curso técnico em Administração e pretende concorrer a uma vaga em Direito por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) após concluir o ensino médio em 2027. “O Ceti João Henrique sempre foi bem conceituado e conhecido pela minha família.
Sabíamos que era uma instituição confiável, organizada e com ensino de qualidade.
O regime de tempo integral foi decisivo na minha escolha, pois eu buscava aproveitar melhor o meu tempo.
Encontrei aqui uma escola mais organizada e com muito mais oportunidades, com acesso a olimpíadas e iniciativas como o Programa ‘Do Piauí para o Mundo’ e o ‘Clube da Leitura’, algo que não existia na minha antiga escola.
São muitas oportunidades”, relata. Maria Rita Rodrigues escolheu a rede estadual para concluir o ensino médio. Pablo Cavalcante Maria Rita se prepara para disputar uma vaga na edição de 2026 do programa “Do Piauí para o Mundo”, projeto de intercâmbio internacional gratuito para estudantes e professores da rede estadual, com foco em tecnologia e inovação.
Ela também se dedica à Olimpíada Piauiense de Língua Estrangeira Moderna (Seduc LEM), que avalia habilidades em língua inglesa e premia os participantes com medalhas de ouro, prata e bronze. “São competições que aguardo com muita expectativa.
Quero muito conquistar uma vaga no intercâmbio e uma medalha na olimpíada.
Também estou me preparando para a Olimpíada Brasileira de Foguetes 2026.
Aqui na escola, somos incentivados por toda a equipe a participar dessas iniciativas.
Encontrei um ambiente mais estruturado e com um nível de exigência maior, que nos motiva a superar nossos próprios desafios”, afirma. O secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, ressalta que o aumento na procura por matrículas de estudantes oriundos da rede privada reflete o trabalho que vem sendo desenvolvido e que tem impulsionado uma verdadeira transformação educacional no estado.
“Os estudantes estão buscando nossas escolas porque percebem a elevação da qualidade do ensino.
São inúmeros programas, projetos, melhorias na estrutura física das escolas e cursos técnicos que permitem ao aluno concluir o ensino médio com uma formação profissional.
Nosso objetivo agora é continuar inovando, ampliando e aprimorando essas oportunidades”, destaca. Escola estadual tem bons laboratórios. Pablo Cavalcante Revolução educacional e tecnológica O Piauí vive, nos últimos anos, uma verdadeira revolução educacional.
De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2023, o estado possui o melhor ensino médio do Nordeste e figura entre os melhores do Brasil. No que se refere às matrículas no ensino médio integrado à Educação Profissional, Técnica e Tecnológica (EPT), bem como à oferta de ensino em tempo integral, a rede estadual ocupa o 1º lugar no ranking nacional, segundo dados do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). O estado também se destaca como o primeiro das Américas a implementar a Inteligência Artificial (IA) na educação básica.
Além disso, as escolas da rede estadual passam por uma expressiva modernização estrutural.
Já são mais de 120 escolas Seduc inauguradas no “padrão ouro” e mais de 300 obras em andamento em todo o estado.