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Análise: novo tarifaço de Trump escancara interferência dos EUA nas eleições
A interferência do governo Trump nas eleições brasileiras deixou de ser uma hipótese e virou um fato escancarado.
O anúncio do tarifaço, a declaração de inimizade do secretário de Estado Marco Rubio contra o governo Lula e a divulgação da foto de Trump com Flávio Bolsonaro não são coincidências.
É como se o governo Trump tivesse tirado o tÃtulo de eleitor para participar das eleições de 2026. Mas, quando Trump tenta se meter na polÃtica interna de paÃses estrangeiros, mostra que é um Midas à s avessas: onde põe a mão, atrapalha os próprios aliados. O tarifaço já foi batizado pela internet de "Tariflávio".
E isso é ruim para a campanha de Flávio Bolsonaro, que vinha surfando na decisão dos Estados Unidos de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas. O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Flávio Bolsonaro na Casa Branca. Divulgação/ Truth Social O sinal mais evidente veio na declaração de Marco Rubio: "É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma medida, a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos." Ou seja, a mensagem é clara: para o governo Trump, o governo Lula é um problema.
E esse problema poderia ser resolvido pelas urnas, desde que o candidato preferido da Casa Branca — Flávio Bolsonaro — saÃsse vitorioso.