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Em busca de agenda positiva, Flávio Bolsonaro está em Washington para reunião com Trump
Em busca de uma agenda positiva, o pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, já está em Washington para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No encontro com Trump, ainda a ser confirmado oficialmente pela Casa Branca, Flávio pretende tratar principalmente de dois assuntos com o americano:
a classificação de organizações terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV); e
a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, uma bandeira comum entre os dois.
A Casa Branca ainda não confirmou oficialmente o dia da agenda do encontro entre o senador e Trump, mas a equipe de Flávio Bolsonaro espera que seja nesta terça-feira (26).
A viagem foi trabalhada com a ala ideológica do governo Trump pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Eduardo está nos EUA há mais de um ano, sob investigação no Brasil, atuando politicamente no exterior — especialmente com aliados de Trump — e envolvido em suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras O senador Flávio Bolsonaro na Conferência de Ação Política Conservadora Divulgação/Flickr Flávio Bolsonaro Agenda negativa Flávio está, pela primeira vez, vivendo uma agenda negativa desde que sua candidatura foi lançada pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Revelações de sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetaram suas intenções de voto segundo a última pesquisa Datafolha. O senador, nas simulações de primeiro turno, recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos.
E o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%.
Com isso, a diferença entre elas que era de três pontos foi para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, os dois estavam empatados em 45%.
Lula foi para 47% e Flávio Bolsonaro foi pra 43%, uma diferença de quatro pontos. A equipe do senador ficou aliviada porque a queda não foi tão intensa, mas o resultado gerou preocupação por sinalizar que, atacado, Flávio perde intenções de voto.
E a pesquisa apontou que 36% ainda não tomaram conhecimento das notícias sobre a proximidade do pré-candidato do PL e o dono do Master. LEIA TAMBÉM: Aprovação e desaprovação de Lula voltam a empatar e resultado do Datafolha indica acerto nas medidas do 'pacote de bondades'