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Pedido de vista adia votação de PEC que prevê fim da escala 6x1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aposta na aprovação da PEC do fim da escala 6x1 ainda nesta semana na casa que comanda.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) tem dito a interlocutores que a tendência também é de aprovação, mas os empresários esperam aumentar o tempo de transição em negociações com senadores. Segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), o clima é de aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Casa ainda neste ano.
04/06/25 - Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal. Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo Nesta terça-feira (26), Alcolumbre deve receber representantes do empresariado para tratar do tema.
No encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, vai pedir uma transição de quatro anos, com redução de uma hora a cada ano, até chega às 40 horas semanais.
O empresariado preferia não votar neste ano, mas sabe que dificilmente a votação será adiada. ➡️Na Câmara, a transição incluída na proposta foi pequena, na avaliação de empresários.
A jornada de trabalho tem de ser reduzida em duas sessenta dias após a promulgação da PEC.
E mais duas horas, chegando às 40 horas semanais, um ano depois da primeira redução. LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: 40 horas semanais, dois dias de folga, transição de até 14 meses; veja detalhes do parecer do relator ➡️Os empresários querem aumentar a transição para quatro anos.
Sendo duas horas depois de dois anos e mais duas horas depois de quatro anos.
O senador Otto Alencar avalia que alguns setores não precisam deste tempo todo para fazer uma transição. "A construção civil já está preparada para a mudança, mas o comércio deve demandar algum tipo diferente de transição", afirmou ele. O empresariado avalia que o ano eleitoral contribui para uma aprovação rápida da medida e não será possível barrar a votação. Por isso, querem convencer os senadores a aumentarem o tempo de transição para quatro anos.
A expectativa é que sejam feitas mudanças no Senado pelo menos estabelecendo prazos de transição diferenciados por setores.