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O relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que propõe a aplicação de novas tarifas alfandegárias contra o Brasil provocou milhões de reações de brasileiros nas redes sociais.
Entre as 8h e as 13h desta terça-feira (2), o tema acumulou 8.676.309 menções nas redes sociais, segundo um levantamento realizado pela Ativaweb DataLab. De maneira geral, os dados revelam uma insatisfação: 68% das menções monitoradas expressam um sentimento negativo em relação ao relatório do órgão americano. Isso mostra que o debate não está mais restrito ao mundo polÃtico e empresarial; ele ganhou também uma parcela da sociedade brasileira. A análise do comportamento dos usuários mostra que a insatisfação vai além das crÃticas ao texto do USTR.
Das 5,8 milhões de menções que expressam sentimentos negativos: 81% (4,7 milhões) são contrárias à aplicação das tarifas contra o Brasil. 74% (4,3 milhões) das publicações ainda destacam a necessidade de se defender a soberania nacional diante das pressões externas. Lula associa 'filhos de Bolsonaro' a novo tarifaço proposto pelos EUA O levantamento indica que o tema tem uma grande capacidade de mobilizar a esfera digital contra esse tipo de medida protecionista. Além disso, uma parcela significativa dos usuários nas redes sociais começou a associar o avanço das sanções americanas ao histórico diplomático recente do paÃs, direcionando crÃticas e colocando o desgaste da situação "na conta" da famÃlia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cerca de 69% das manifestações negativas foram nesse sentido.
O levantamento também aponta maior potencial de repercussão em estados ligados à indústria e ao agronegócio.