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Trump quer enviar funcionários ao Brasil para questionar urnas, diz jornal
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M.
Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os dois foram citados em reportagem do jornal "The Washington Post" como reponsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
A negativa do governo foi feita nesta sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem. A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro.
Segundo informações obtidas pelo blog, o governo brasileiro foi informado do caráter "inusitado" da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos. Segundo fontes da diplomacia, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham "outro papel".
Em nota divulgada após a repercussão do caso, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a visita teria como objetivo discutir "integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão" com autoridades brasileiras e representantes da sociedade civil.
O órgão também negou que a missão tivesse a intenção de interferir nas eleições do país (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Eleitores de Reginópolis voltam às urnas neste domingo (21) para eleição suplementar TRE-RN/Reprodução LEIA TAMBÉM Governo Trump comenta fala de Lula e diz se interessar pela integridade do processo eleitoral no Brasil Governo Trump planeja enviar funcionários ao Brasil para questionar integridade das urnas eletrônicas, diz jornal Dúvidas sobre as urnas eletrônicas Na avaliação de assessores presidenciais, a decisão do secretário de Estado Marco Rubio de enviar a missão no momento em que Flávio e Eduardo Bolsonaro levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas mostra que eles estavam combinando uma operação para descrebidilizar o sistema eleitoral brasileiro. 🔎Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com representantes de cerca de 40 países em um evento privado, na última semana.
Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas por uma empresa venezuelana suspeita de fraudes, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
➡️O senador nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de missão como "escandalosa" e "inusitada".
Para integrantes da Corte, a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras e no processo eleitoral do país. Os magistrados também defendem uma reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à tentativa de enviar a missão americana. Leia a íntegra da nota do Departamento de Estado dos EUA "O secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), Barnes, e o secretário-assistente adjunto Samson tinham previsão de visitar Brasília, no Brasil, entre os dias 27 e 30 de julho, para se reunir com autoridades do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil, a fim de discutir a integridade eleitoral, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão. Qualquer insinuação de que a visita seria uma “manobra” para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento.
Tratava-se de uma visita de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL."