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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniram nesta segunda-feira (25) para discutir o rascunho de um projeto de lei para regular o salário de juízes, diante da multiplicação dos chamados penduricalhos.
O objetivo do projeto é estabelecer regras para a remuneração da magistratura, em meio às medidas adotadas pela Corte para limitar o pagamento das verba extras.
🔎Em março, o STF julgou ações que tratam do pagamento de verbas acima do teto constitucional, conhecidas como "penduricalhos".
🔎O teto é um limite máximo, previsto na Constituição, de remuneração para os agentes públicos no Brasil.
Ele corresponde ao valor da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal — que hoje está em R$ 46.366,19. Ficou determinado que o Supremo irá enviar uma proposta remuneratória da categoria para análise do Congresso.
Com base no material, o Legislativo fará um projeto de lei para regulamentar o tema.
LEIA TAMBÉM: Fachin propõe 'contracheque único' para juízes como forma de controlar penduricalhos Fachin propõe contracheque único para juízes do Brasil Segundo nota do Supremo, a avaliação de uma restruturação para todo serviço público é necessária diante do aumento de “gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — que comprometem a transparência, tensionam a observância do teto constitucional previsto no art.
37, XI, da Constituição Federal e estimulam litigiosidade funcional recorrente”. Fachin reforçou, na conversa, o entendimento do Supremo da inconstitucionalidade de vantagens que extrapolem o teto constitucional ou que sejam instituídas sem vinculação a prestação laboral específica. “Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas”, diz a nota. O presidente do STF, Edson Fachin Luiz Silveira/STF