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Laufey canta ‘Perdido de Amor’ de Luiz Bonfá
A islandesa Laufey é um fenômeno curioso.
Aos 27 anos, canta um híbrido entre smooth jazz, pop e bossa nova – e reuniu muitos fãs jovens (e seus pais) em sua segunda vez no Brasil, nesta segunda-feira (7), no Rock in Rio. HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 4º dia Famosos curtem 4º dia; veja imagens “Não acredito que é minha primeira vez no Rio.
Muito obrigada pela inspiração”, brincou a cantora sobre a influência de bossa nova no trabalho dela. Nesta noite, ela foi recebida aos gritos de crianças e adolescentes ao subir no Palco Sunset.
Com simpatia e linguagem pop, ela mostrou que gênero musical é só um rótulo.
Afinal, sob os violões e pianos, estão as boas e velhas letras sobre paixonites. “Que maldição é ser uma garota que ama demais”, diz “Lover Girl”, primeira música cantada nesta noite. É precisamente no romantismo que Laufey aposta.
O jazz dela não é groovado e dançante, mas delicado, lento e doce, especialmente neste disco e turnê, “A Matter of Time”.
Laufrey se apresentou no Rock in Rio 2026 Anderson Borde/AgNews Acrescente a esse som uma estética teatral e fantasiosa: o show fica entre conto de fadas, era de ouro de Hollywood e a estética das grandes divas de jazz de outrora.
Há capricho na construção desse clima.
Em um momento, ela tem toda a pose de princesa da Disney, ao tocar um piano de cauda e sorrir com doçura.
Em outro, o telão fica preto-e-branco e ela canta em um microfone vintage, acompanhada de instrumentistas em um clima intimista: agora, estamos em um bar de jazz nos anos 50.
Afinadíssima, ela não erra, nem deixa de sorrir, enquanto canta sucessos como “Madwoman” e “From The Start”.
É tudo tão correto, na verdade, que acaba ficando morno e, ao longo do show, o público foi ficando tagarela.
Mas as fãs seguiam lá, aos gritos. Legal mesmo é quando ela é um pouco menos perfeitinha.
Como quando, em homenagem à nossa música, Laufey cantou a faixa “Perdido de Amor”, de Luiz Bonfá.
Ela arriscou cantar em português e não foi uma das melhores pronúncias… o que acabou sendo fofo.
Laufrey se apresentou no Rock in Rio 2026 Anderson Bordê/AgNews Fora isso, tudo estava no lugar.
Boa banda, músicas bem executadas, show estruturadinho.
Mas o seguro não emociona e, ainda que tenha sido encantador, foi inofensivo.
De certa forma, essa é mesmo a ideia.
Laufey nunca fará qualquer gesto ou fala minimamente controversos: não é pra isso que ela está aqui.
Ela veio para um show bonito e apropriado, bem “family-friendly” – um conto de fadas no Rock in Rio. Arte/g1 Rock in Rio 2026: Veja vídeos do quarto dia de festival