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Câmera registrou primas saindo em caminhonete com suspeito, antes de desaparecimento
O desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, foi notado pelas mães delas, após as jovens pararem de receber mensagens e de fazer publicações nas redes sociais.
Ambas têm 18 anos e estão desaparecidas há 11 dias.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) faz buscas por elas.
O principal suspeito do desaparecimento delas é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.
Segundo a polícia, ele teria chamado as jovens para ir a uma festa e saiu com elas de Cianorte, no Noroeste do Paraná, em uma caminhonete preta.
Durante a investigação, os policiais descobriram que ele usava o nome falso e estava foragido pelo crime de roubo.
Entenda mais abaixo.
A prisão temporária de Clayton foi decretada na quarta-feira (29) e ele está sendo procurado.
A principal linha de investigação da polícia é de duplo homicídio, segundo com o delegado Luis Fernando Alves Silva.
Mas ele afirma que também são investigados os crimes de sequestro e cárcere privado. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp Maria da Penha de Almeida é mãe de Letycia e disse em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que a filha tinha o hábito de sair com as amigas, mas nunca deixou de dar notícias por meio de aplicativo de mensagens.
"Naquele dia eu fui dormir cedo.
[...] Elas entravam e saíam [de casa].
Aí ela falou pra mim: 'Mãe, talvez nós vamos pra Porto Rico'.
Eu achei normal, pois não era a primeira vez que ela ia ou saía", disse Maria.
Primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida estão desaparecidas há mais de uma semana no Paraná. Reprodução/Redes sociais Ela contou que desconfiou da situação quando Letycia parou de receber mensagens.
Logo depois, ela foi avisada por uma amiga da filha, de que a jovem havia parado de fazer publicações nas redes sociais.
"Imaginei que ela podia estar em um lugar sem sinal.
Mas, foi passando a noite e eu me preocupei.
[...] Uma amiga dela falou: 'Tia, tá estranho.
A Letycia não é de ficar sem 'zap' e sem postar nada.
Você viu que ela não postou nada?' Aí eu já me preocupei", contou a mãe.
A mãe de Sttela, Ana Erli Melegari, contou que não estava em casa na noite em que a filha desapareceu.
Ela disse que chegou a falar com a jovem durante a segunda-feira (20), mas desconfiou quando não teve mais retorno das mensagens na manhã seguinte.
"Na terça eu mandei mensagem pra ela de manhã, mas não chegou.
Achei que ela estivesse dormindo, pois eu estava em Maringá.
À tarde mandei de novo, avisando que estava indo embora, mas a mensagem não chegou também.
Aí mandei mensagem para minha outra menina perguntando se ela tinha visto a Sttela postar alguma coisa, mas ela respondeu que não tinha nenhuma postagem", lembrou Ana.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, determinou que o caso seja tratado como prioridade.
Conforme o delegado Luis Fernando Alves Silva, novos locais foram mapeados durante a investigação e forças de segurança estão mobilizadas nas buscas.
"Muitas informações chegaram por fontes anônimas e nós estamos filtrando essas informações.
[...] Nós estamos checando e mobilizando toda a força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública, para que a gente possa fazer as buscas e a localização do suspeito", disse o delegado.
Silva orienta que denúncias sobre o paradeiro de Clayton ou das jovens podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 181, 190, 197 ou em delegacias.
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Contudo, a polícia só foi informada sobre o desaparecimento delas na quinta-feira (23). Uma amiga das jovens disse em depoimento à polícia que as duas tinham sido chamadas por Clayton para irem a uma festa na cidade de Porto Rico.
A amiga decidiu não ir, mas Letycia e Sttela aceitaram o convite.
Segundo a jovem, apenas Letycia conhecia o suspeito e tinha saído com ele outras vezes. Após ouvir testemunhas, amigos e familiares das jovens, analisar imagens e confrontar informações, a polícia conseguiu definir uma ordem cronológica com os últimos acontecimentos antes do desaparecimento de Sttela e Letycia.
Confira abaixo: 22h39 de 20 de abril: as jovens são vistas saindo de Cianorte na caminhonete com Clayton – que Letycia conhecia pelo nome de "Davi".
A polícia apurou que eles partiram da casa de Letycia.
Esta foi a última vez que a jovem se conectou à internet, porque ela não tinha pacote de dados móveis, segundo a corporação; 22h54: a caminhonete é filmada por câmeras de segurança entrando na cidade de Jussara, onde Sttela mora com a mãe.
Veja imagens no vídeo acima.
A jovem foi até a casa para pegar uma mochila.
A mãe não estava no imóvel; 22h55: Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia.
Na imagem ela aparece com uma garrafa de uísque e há música dentro da caminhonete.
A publicação continha a legenda "Qual será o nosso destino KKKK"; 23h13: o trio sai de Jussara e viaja sentido a Maringá, pela rodovia PR-323; 00h16 de 21 de abril: Sttela faz a última publicação no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança.
O homem aparece na imagem, mas Letycia somente é marcada na postagem; 3h17: Com um pedido emergencial de quebra de sigilo do Whatsapp, a polícia descobriu que esta foi a última vez que Sttela se conectou à internet; 9h de 23 de abril: última vez em que Clayton se conectou à internet; 24 de abril: polícia descobriu que há registro de que o homem tenha passado por Maringá. O que se sabe sobre o suspeito? Polícia divulgou imagens do suspeito, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. Polícia Civil (PC-PR) Segundo as investigações, o homem visto com as jovens usava o nome falso "Davi".
Ele tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, cometido em 2023, em Apucarana, no Centro Norte do Paraná.
A caminhonete usada por ele era "clonada".
O verdadeiro nome do homem é Clayton Antonio da Silva Cruz.
Segundo o delegado, ele também é conhecido pelos apelidos de "Sagaz" e "Dog Dog" e era frequentador de festas e baladas de Cianorte. "Foi difícil identificar ele, então isso chamou atenção.[...] Era como se o Davi fosse um 'ser social' dentro de Cianorte, nas baladas da cidade, mas fosse um ser invisível, do ponto de vista de sua identificação", explicou o delegado.
A investigação apontou que Clayton voltou sozinho a Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril.
Ele estava sem a caminhonete e saiu da cidade novamente usando uma moto e sem celular.
"Pelos indícios e pela nossa intuição de time policial, ele está vivo.
Mas e as garotas? Isso que agora precisamos iniciar uma segunda etapa da investigação", comentou o delegado.
A polícia acredita que Clayton tenha agido sozinho.
O g1 tenta identificar a defesa dele. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná