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Ator criado em Búzios divide rotina entre cinema e projetos no teatro
Divulgação
Ligado à cena cultural de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, desde a infância, o ator Francisco Paz construiu sua trajetória artística a partir da relação direta com o cinema.
Hoje diretor do Gran Cine Bardot, um dos últimos cinemas de rua do estado, ele mantém viva a tradição cultural local enquanto também desenvolve projetos nos palcos. Carioca de 33 anos, Francisco atua desde os 18 e começou a se interessar pelo universo das artes ainda criança, influenciado pela rotina dentro de salas de cinema em Búzios.
Filho de um exibidor e organizador do Búzios Cine Festival, ele cresceu acompanhando do movimento cultural da cidade. “Meu pai é proprietário de um cinema em Búzios.
Ele é o realizador do Búzios Cine Festival, que acontece há 26 edições e é o evento mais antigo da cidade.
Dentro do cinema, já fui bilheteiro, porteiro, vendedor de bomboniere, projecionista, técnico de máquinas, programador e gerente.
Conheço todas as funções.
Eu nasci nesse mundo.
O cinema me formou em todos os sentidos”, contou. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ele, o contato precoce com o audiovisual foi determinante na formação.
“Minha primeira formação é a sala de cinema.
Meu pai me colocava para ver todo tipo de filme desde criança.
Grandes atores e diretores sempre foram referência dentro de casa”, afirmou. Apesar da influência, Francisco chegou a tentar seguir outro caminho.
Durante a graduação em sociologia, em 2015, decidiu investir na atuação, retomando uma trajetória já presente na família. “Meu pai é argentino e se mudou para Búzios no fim dos anos 70.
Minha mãe é carioca, e os dois se conheceram na CAL, nos anos 80.
A influência sempre esteve por todos os lados, mas também fui muito impactado pelos personagens que via no cinema.
Decidi ser ator por causa de heróis como Indiana Jones, 007 e Aragorn”, disse. Carreira nos palcos Mesmo com trabalhos no Rio de Janeiro, ele mantém uma rotina dividida entre a capital e Búzios, onde concentra parte das atividades culturais. Paralelamente, o ator segue nos palcos.
Em abril, integra o elenco de “O Talentoso Ripley”, em cartaz entre os dias 4 e 27, na pele de Richard Greenleaf, o bom vivant que é o alvo da cobiça de Tom Ripley, personagem de Hugo Bonèmer.
“A história permite diversas interpretações.
Levá-la para o teatro evidencia a profundidade da obra de Patricia Highsmith, autora dos livros centrados em Tom Ripley.
A adaptação de Phyllis Nagy é fiel a essa riqueza e dá aos atores espaço para explorar diferentes possibilidades em cena.
É um texto que se sustenta na atuação e na presença constante do personagem”, afirmou. Além de 'O talentoso ripley', o ator tem outros projetos nos palcos; também em abril, ele estreia a peça 'Autobahn' de Neil Tabute, trabalho que será dirigido por Marina Rigueira, no teatro Café Pequeno, Leblon (RJ). “O espetáculo 'Autobahn' é a primeira peça do Estúdio Marina Rigueira, que representa no Brasil a técnica de Ivana Chubbuck, uma das preparadoras mais importantes de Hollywood.
A produção reúne histórias que se passam dentro de um carro.
Nela, interpreto um personagem em um relacionamento desgastado.
É uma mistura de tragédia e comédia, com elementos de terror psicológico”, disse.
Francisco Paz cresceu dentro de salas de exibição e atua em peças no Rio Divulgação