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Área tombada na região central de Petrópolis foi ampliada
Rogério de Paula | Inter TV
A área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, foi ampliada, passando a incorporar nos limites protegidos novos elementos urbanos, industriais e naturais, como as encostas cobertas pela Mata Atlântica.
A rerratificação da área reforça a conservação ambiental dentro de uma estratégia de atuação conjunta envolvendo o Iphan, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Prefeitura de Petrópolis para a prevenção de riscos, como deslizamentos em períodos de chuva.
Os trechos dos rios distantes do centro histórico permanecem no tombamento, mantendo o reconhecimento do papel estruturador do sistema hidrográfico na formação e na paisagem urbana de Petrópolis.
📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida foi divulgada pelo Iphan no dia 1º de abril, depois que a revisão foi homologada pelo Ministério da Cultura, por meio da Portaria nº 278, publicada no Diário Oficial da União no dia 20 de março. A Portaria confirma a rerratificação do tombamento do antigo conjunto conhecido como “Avenida Koeler: Conjunto Urbano-Paisagístico”, que passa a se chamar oficialmente “Conjunto Urbano-Paisagístico e Unidades Fabris de Petrópolis”.
VEJA TAMBÉM: Apagão deixa 110 mil sem energia na Serra do Rio: 'A gente não tem dignidade nem pra trabalhar', diz moradora Região Serrana e Norte Fluminense recebem atendimentos itinerantes de água e esgoto Centro de Petrópolis tem interdição total para obra no sistema de drenagem O Iphan explica que a rerratificação atualiza critérios técnicos e fortalece a proteção do patrimônio cultural da cidade, adotando uma leitura mais integrada da paisagem, da história e da dinâmica urbana de Petrópolis. "A proposta foi aprovada na 111ª reunião do Conselho Consultivo do Iphan, após um longo processo que incluiu uma série de encontros com a sociedade civil para apresentação e debate da revisão.
Entre os principais avanços estão a redefinição dos limites do bem tombado, com base em seus valores culturais e paisagísticos, e a criação de diretrizes voltadas à sua preservação", explicou o órgão. O que mudou? Na prática, a área tombada foi ampliada na região central e passou a incorporar novos elementos importantes para a compreensão da história local; A proteção da Vila Operária da antiga Fábrica de Tecidos Cometa foi ampliada, passando a incluir um trecho da rua Coronel Batista, além do trecho da rua Padre Feijó, o que reforça a preservação do conjunto; No Complexo Fabril de Cascatinha, elementos como pontes de ferro e pórticos foram incorporados à proteção; Inclusão das encostas cobertas por Mata Atlântica na área protegida; Foram definidos com mais clareza os limites da área protegida e também foi atualizada a área de entorno; Bens isolados, como a Casa Djanira, a Casa de Ana Mayworm e a residência na Rua Cardoso Fontes, passam a contar com delimitações oficiais tanto da área tombada quanto do entorno. Antes e depois da rerratificação Área em amarelo é a tombada e a em azul é a área de entorno Arte divulgada pelo Iphan e adaptada pelo g1 Um mapa divulgado pelo Iphan mostra a diferença entre a delimitação anterior e a nova área tombada (em amarelo), além da área de entorno (em azul).
O Iphan explica que a área tombada corresponde "ao espaço diretamente protegido do bem cultural, onde qualquer intervenção deve respeitar e preservar as características que sustentam seus valores arquitetônicos, paisagísticos e culturais".
Já a área de entorno inclui os imóveis e espaços ao redor do bem cultural.
"Embora não estejam sujeitos ao mesmo nível de proteção, esses locais são regulados para garantir a preservação da ambiência e da visibilidade do conjunto.
Nesses casos, intervenções podem ser realizadas, desde que previamente autorizadas pelo Iphan", alerta o órgão.