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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência
O advogado Carlo Luchione, que representa o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), afirmou nesta terça-feira (26) ver uma possível motivação política na nova operação da Polícia Federal contra Castro, no âmbito das investigações sobre o Banco Master e o Rioprevidência.
Segundo ele, o fato de o ex-governador ter sido alvo de 2 operações em menos de 15 dias pode ter relação com o cenário eleitoral. “Eu vejo isso tudo nesse momento aí que nós estamos passando de eleições.
Eu vejo que é possível que seja”, afirmou.
Em seguida, ponderou: “Isso é uma opinião minha, não é uma opinião que eu possa hoje confirmar”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Luchione disse ainda que a defesa foi novamente surpreendida pela ação e que, até o momento, não teve acesso à decisão judicial que autorizou as buscas. “Assim como na outra operação, isso foi uma surpresa para nós, porque ainda não conseguimos entender que tipo de envolvimento podem ter atribuído a ele”, afirmou. O defensor afirmou que tenta entender qual seria a ligação com o Banco Master atribuída ao ex-governador pela investigação.
“O governador delega funções aos setores responsáveis pelas verificações, e nada disso pode ser feito sem o aval do Banco Central e dos procuradores.
Nós vamos buscar entender em que ponto ele pode estar sendo envolvido ou qual seria a acusação das investigações”, declarou. Advogado Carlo Luchione fala sobre operação da PF nesta terça-feira (26) Rafael Nascimento / g1 Apreensões Segundo o advogado, os agentes apreenderam 2 celulares de Castro: um aparelho antigo e outro comprado após a primeira operação, realizada há cerca de dez dias.
“O Cláudio participou com serenidade, colaborou com as buscas e não houve qualquer intercorrência”, disse. O defensor explicou que o telefone mais antigo não havia sido apreendido na operação anterior porque, de acordo com os agentes, o conteúdo já havia sido analisado.
“Esse antigo não foi levado na primeira porque eles tinham aberto e, pelo que foi informado, não tinha nada.
Mas, dessa vez, eles quiseram levar”, declarou. Luchione afirmou ainda que não houve apreensão de documentos durante as buscas.
“Não teve nenhum documento apreendido.
Da outra vez também foi só um celular, um tablet e um iPad”, disse.
A TV Globo apurou, porém, que a PF não deixou de apreender nenhum celular em ambas as operações e que já conseguiu acessar o conteúdo dos aparelhos retidos no dia 15, apesar de Castro ter se recusado a fornecer a senha dos aparelhos — como voltou a ocorrer nesta terça. Operação Compliance Zero O ex-governador foi alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
A PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões.
O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos. É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro.
Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.
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Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca.
Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal Charles Júnior/ TV Globo Ex-governador Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca.
Ele é alvo de buscas da Polícia Federal Charles Júnior/ TV Globo