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O ex-governador Cláudio Castro (PL), a mulher e os filhos; ex-primeira dama e crianças perderam escolta
Reprodução
O Governo do Rio retirou a escolta da ex-primeira-dama Analine Castro e dos filhos do ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta semana, após decisão da Justiça que proibiu o uso de segurança institucional para familiares.
A informação incialmente foi publicada pelo jornal O Globo e obtida posteriormente pelo g1.
Desde que renunciou ao cargo para não ser cassado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março, Castro e a família tinham à disposição quase 50 seguranças.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Rio em tempo real e de graça Segundo apurado pelo g1, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) comunicou Castro sobre a medida na segunda-feira (9).
A partir de terça (10), a mulher e os filhos do ex-governador deixaram de contar com o esquema de proteção. A estrutura de segurança era composta por 44 policiais militares do GSI, que atuavam em regime de escala 24 horas de trabalho por 72 horas de descanso.
Esses agentes são vinculados à Casa Militar e retornam às suas funções regulares após o fim da designação. Além do efetivo, o esquema incluía 5 carros blindados usados no transporte do ex-governador, da mulher e dos 2 filhos.
A estimativa era que o custo mensal com a segurança de Castro e da família girava era de quase R$ 1 milhão.
A retirada da escolta ocorre após o Tribunal de Justiça do Rio ter derrubado, no mês passado, trechos de um decreto editado por Cláudio Castro que permitia estender a segurança oficial a cônjuges e filhos de ex-governadores pela vida toda.
Na decisão, o Órgão Especial do TJ entendeu que a ampliação do benefício ultrapassava os limites legais e não tinha respaldo na legislação estadual.
Com isso, a segurança institucional passou a ser restrita exclusivamente ao ex-governador. Cláudio Castro segue com escolta pessoal garantida por lei — que contém 20 seguranças e 2 carros blindados — mas sem a possibilidade de compartilhar o aparato com familiares. Castro afirmou que "respeita a decisão judicial".
Mas, destacou que "a segurança de ex-governadores e familiares segue critérios técnicos, legais e de risco, devido à exposição e ao combate ao crime organizado".
Veja nota na íntegra abaixo.
Em nota, o Governo do Estado informou que "em cumprimento à decisão judicial, retirou a escolta da ex-primeira-dama e dos dois filhos do ex-governador Cláudio Castro".
Ainda de acordo com o comunicado, "ex-governador, no entanto, permanecerá com sua escolta pessoal pelo período de quatro anos, conforme previsão legal." 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.
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Baixe o GloboPop. O que diz Cláudio Castro “O ex-governador Cláudio Castro informa que respeita a decisão judicial e que as medidas administrativas decorrentes dela cabem ao atual Governo do Estado. A segurança institucional de ex-governadores e de seus familiares sempre foi tratada com base em critérios técnicos, legais e de avaliação de risco, especialmente em razão da exposição inerente ao cargo e das ameaças decorrentes do enfrentamento ao crime organizado durante a gestão. Cláudio Castro comandou uma das maiores operações da história do Estado contra o narcoterrorismo, a Operação Contenção, que teve repercussão nacional e internacional.
Por isso, sabe do nível de exposição e de risco imposto não apenas a quem exerceu a função de governador, mas também a seus familiares diretos. O decreto mencionado não teve caráter pessoal, mas buscou regulamentar a proteção institucional em situações sensíveis, seguindo parâmetros de segurança pública e preservação da integridade de pessoas expostas por vínculo direto com o exercício da função de governador. O ex-governador lamenta o vazamento de informações relacionadas à segurança de sua família, por se tratar de tema sensível, que envolve protocolos de proteção e integridade de pessoas expostas a risco.”