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Empresária suspeita de fraude se apresenta à polícia
A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva se apresentou no Fórum de Palmas na manhã desta segunda-feira (15), em Palmas.
Ela é suspeita de envolvimento com suposta fraude no contrato de R$ 139 milhões para terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Cláudia estava foragida desde o dia 10 de junho, quando a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) realizou uma nova fase da Operação Falsa Emergência.
A secretária de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, seguem presos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Cláudia se apresentou acompanhada de um advogado.
Ela foi submetida aos procedimentos judiciais cabíveis, incluindo audiência de apresentação e custódia. O advogado de Cláudia afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Após a conclusão dos atos judiciais, a empresária foi transferida para a Polícia Civil, que cumpriu o mandado de prisão preventiva.
Na sequência, ela foi encaminhada para os procedimentos legais no IML e ficará recolhida no Quartel do Comando-Geral (QCG), onde ficará à disposição da Justiça junto aos demais presos na segunda fase da operação. A empresária é apontada pelo Ministério Público como representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).
A instituição nega que a Cláudia seja sua representante. LEIA TAMBÉM PERFIL: Quem é a empresária procurada pela polícia em investigação sobre contratos das UPAs LINHA DO TEMPO: Veja a cronologia da investigação envolvendo as UPAs de Palmas INVESTIGAÇÃO: Secretária de saúde de Palmas é presa pela Polícia Civil em investigação sobre terceirização das UPAs Empresária Cláudia Fernanda se apresentou à polícia Reprodução/TV Anhanguera As defesas de Dhieine Caminski e Andreis Vicente informaram que entraram com habeas corpus na sexta-feira e obtiveram decisão liminar que garante acesso aos autos.
Os advogados esperam consultar o material nesta segunda-feira (15) para se manifestar sobre as prisões. A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não está sendo investigada nesta operação.
A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que acompanha o caso e aguarda o acesso aos autos para se manifestar (veja nota completa abaixo). Carro de luxo alugado Um dos pontos centrais da investigação contra Cláudia é a relação dela com o então superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. O Ministério Público indicou que Cláudia alugou um carro de luxo (BMW/X1 S20I M SPORT, ano fab/mod 2025/2026) um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, documento que dispensou procedimento licitatório. O veículo supostamente foi entregue ao superintendente da Semus, responsável por montar o processo de contratação.
Para os investigadores, o uso do veículo pode indicar vantagem indevida disfarçada, já que o custo é considerado incompatível com a renda do servidor. A BMW era utilizada constantemente pelo superintendente.
O veículo foi locado a um custo global de R$ 228.576,00 por dois anos, equivalente a R$ 9.524,00/mês. Ainda conforme os autos, o superintendente usava o carro com frequência, mantinha proximidade com a empresária e frequentava o endereço dela.
Relatórios também apontam que os dois viajaram para o estado de São Paulo durante o andamento das investigações. Prisão preventiva A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária com base na gravidade dos fatos, no alto valor envolvido e no risco de continuidade das práticas investigadas. A decisão também menciona que o contrato investigado segue em execução, com repasses milionários, o que reforça a necessidade da medida cautelar. Cláudia Fernanda já responde a outros processos relacionados à área da saúde em Palmas.
Entre eles estão uma ação de improbidade administrativa e um inquérito policial por suspeitas de irregularidades na compra de insumos de saúde.
Ela responde pelo desvio de R$ 1 milhão em contratos relacionados ao fornecimento de testes rápidos da Covid-19, em 2020. O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas.
De acordo com o registro de movimentação dos autos, o caso foi encaminhado para o juiz no dia 21 de maio de 2026 e aguarda julgamento. Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia. As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.