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Prova de concurso público.
Reprodução/Freepik
O ano de 2026 começou em ritmo acelerado para quem busca uma vaga no serviço público.
Nos primeiros meses, diversos concursos tiveram editais publicados, inscrições encerradas e até provas aplicadas, concentrando boa parte das oportunidades no primeiro trimestre. Mesmo assim, o cenário está longe de esfriar.
Órgãos federais seguem com seleções previstas para os próximos meses e, em paralelo, várias instituições mantêm pedidos de autorização em análise no governo. 🔎 Levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) aponta a previsão de mais de 230 mil oportunidades ao longo do ano, considerando seleções federais, estaduais e municipais. Entre os processos com avanços mais concretos está o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passou por mudanças no planejamento. Vídeos em alta no g1 Outros órgãos, como Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central do Brasil (BCB), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), seguem aguardando aval do Ministério da Gestão. Na prática, isso significa que ainda há espaço para novos editais em 2026 — mas com maior grau de incerteza, já que tudo depende de autorização formal. Outro fator que influencia o ritmo dos concursos neste ano é o calendário eleitoral.
A legislação não impede a realização de concursos públicos.
Editais podem ser publicados, provas aplicadas e resultados homologados normalmente. A restrição eleitoral vale apenas para nomeações e posses nos três meses que antecedem a eleição.
Nesse período, só podem ser nomeados os candidatos aprovados em concursos homologados até três meses antes do pleito. Como o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026, fica proibida a nomeação de aprovados entre 4 de julho de 2026 e 5 de janeiro de 2027 — exceto nos casos em que o concurso tenha sido homologado até 4 de julho. Já os concursos homologados até 4 de julho permitem a nomeação dos aprovados normalmente durante o período eleitoral. Na prática, a regra tende a concentrar os esforços dos órgãos públicos no primeiro semestre, tanto para a publicação de editais quanto para a conclusão das etapas dos concursos. Vale lembrar que, mesmo após a homologação do concurso, ainda é necessária a autorização de provimento por parte do Ministério da Gestão (MGI).
Só depois dessa liberação os órgãos podem dar sequência às próximas etapas, como convocação, nomeação e posse dos aprovados. ➡️ Veja abaixo o que se sabe sobre os principais concursos previstos. IBGE O concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue como um dos mais aguardados do ano, mas passou por ajustes. Inicialmente, estavam previstas 39.108 vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário e no levantamento da população em situação de rua.
Agora, o total foi reduzido para 36.946 vagas. Segundo o instituto, o número anterior era uma estimativa máxima e foi revisado após ajustes técnicos, considerando critérios operacionais e o uso de recursos públicos. Outro ponto alterado foi o cronograma da banca organizadora.
A contratação, prevista para março, foi adiada para abril.
As empresas interessadas puderam enviar propostas entre os dias 6 e 17. A expectativa é de que o edital seja publicado em maio, com resultados finais até novembro. A seleção será feita por processo seletivo simplificado, com provas objetivas — geralmente com cerca de 60 questões de múltipla escolha.
O IBGE estima atrair cerca de 364 mil inscritos. CGU A Controladoria-Geral da União informou que mantém em andamento um pedido de autorização para novo concurso público.
A solicitação prevê vagas para os cargos de auditor federal de finanças e controle e técnico federal de finanças e controle. Até o momento, não há definição sobre o número de vagas nem previsão de edital, já que o processo depende de autorização do Ministério da Gestão. AGU A Advocacia-Geral da União também aguarda resposta do governo para realizar um novo concurso. O pedido contempla: 265 vagas para carreiras jurídicas; 403 vagas para cargos administrativos. As oportunidades administrativas incluem funções como analista técnico-administrativo, administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro, jornalista e médico. Segundo o órgão, os pedidos foram enviados ao Ministério da Gestão ao longo de 2025 e seguem sem resposta. Anac A Agência Nacional de Aviação Civil informou que encaminhou pedido de autorização em maio de 2025, mas ainda não há confirmação da realização do concurso em 2026. A proposta prevê: 228 vagas para especialista em regulação; 104 para analista administrativo; 103 para técnico em regulação; 60 para técnico administrativo. Além disso, há previsão de formação de cadastro de reserva.
O órgão afirma que aguarda manifestação do governo para avançar no processo. Banco Central O Banco Central do Brasil mantém o pedido de concurso enviado em 2025.
A solicitação prevê 560 vagas, distribuídas entre: técnico; auditor; procurador. De acordo com o BC, a necessidade está ligada à redução do quadro de servidores, principalmente devido a aposentadorias.
O pedido ainda aguarda autorização. Abin A Agência Brasileira de Inteligência também confirmou que há um pedido em análise para carreiras de inteligência.
Até agora, não há definição sobre o número de vagas, cargos ou prazo para publicação de edital. O órgão ressalta que a realização do concurso em 2026 ainda é incerta.