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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira (24), mais investimentos no setor de Defesa.
A fala dialoga com discursos recentes do petista, com foco na soberania nacional — tema que ele deve priorizar durante a campanha à reeleição neste ano. No discurso, Lula afirmou que o Brasil tem a paz como prioridade, mas quer ele quer soldados das Forças Armadas bem treinados "para tomar conta" do país. "Também quero [as Forças Armadas] bem preparadas do ponto de vista do poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida.
Sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter nariz nesse país", disse Lula. A declaração do petista ocorreu durante visita a unidades industriais da empresa Avibras Aeroco em Jacareí, São Paulo.
Agora no g1 Nos últimos dias, o presidente brasileiro tem feito discursos direcionados à Defesa Nacional e à ampliação de investimentos no setor, sempre reforçando que o Brasil não quer guerra, mas que o país tem que estar preparado para "defender sua soberania", conforme discursou em outro evento neste mês.
No discurso desta sexta, Lula lembrou que o Brasil já foi invadido pelo Paraguai e que numa guerra nenhum país "dá um prazo" para seu adversário se preparar para depois invadir.
"Temos que cuidar da Defesa, esse país é muito poderoso.
A gente ainda não sabe a riqueza de minerais críticos e terras raras desse país", destacou.
"A gente tem a maior floresta do mundo como reserva, 214 milhões de pessoas pra tomar conta, precisamos levar em conta que a Defesa é séria.
Se vai conversar com algumas pessoas, acham que não precisa gastar dinheiro com Forças Armadas, não precisamos disso.
Sempre digo que Forças Armadas é que nem Deus.
Pode não acreditar, mas quando tiver a primeira dor de barriga vai dizer 'Ai meu Deus'", prosseguiu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 2026. Reprodução/Ricardo Stuckert