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Sessão do Congresso para votação de veto de Lula ao PL da Dosimetria
Saulo Cruz/Agência Senado
Senadores e deputados repercutiram nas redes sociais a decisão do Congresso Nacional, nesta quinta-feira (30), de derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes em 2023, o chamado PL da Dosimetria.
A medida também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou no X que “bandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro”.
Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou na mesma rede social a derrubada do veto como “parte do sequestro de todos os poderes da República pelo Legislativo”.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu no X: “Contra a anistia aos golpistas: defender a democracia é defender o Brasil”.
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), por sua vez, afirmou que a proposta tenta mascarar o real objetivo ao usar o termo “dosimetria”. Publicação feita pelo senador Humberto Costa (PT) no X ( Reprodução “O que a extrema direita articula no Congresso, ao pressionar pela derrubada do veto do presidente Lula, é mais uma tentativa de beneficiar os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro e esvaziar a responsabilização pelos crimes cometidos”, escreveu. Publicação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Reprodução Direita elogia elogia decisão do Congresso Entre parlamentares da direita, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) elogiou a decisão do Congresso.
“Mais uma derrota do Lula.
Mais uma vitória do Brasil.
A Câmara dá um basta na perseguição.
Um basta na vingança disfarçada de justiça”, afirmou o presidenciável. O deputado Nikolas Ferreira publicou um print do placar da votação e escreveu: “A Câmara fez seu papel”.
O deputado Mário Frias (PL-SP) postou um vídeo do momento em que comemora a aprovação.
Na gravação, ele aparece junto do Senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ).
Postagem do deputado Mário Frias (PL-SP) Reprodução Os deputados Júlia Zanatta (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) comentaram elogiaram o discurso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a sessão. “Um jovem me mandou mensagem dizendo que o Flávio estava ‘farmando aura’ na sessão.
Como sou uma jovem senhora, fui obrigada a perguntar o que seria ‘farmar aura’.
Então, ele me respondeu: ‘farmar aura’ é uma expressão que significa acumular carisma, moral.
É isso mesmo, jovens?”, escreveu Zanatta. Post da deputada Júlia Zannata (PL-SC) Reprodução Durante a votação, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete integrantes do “escritório do crime”. A fala faz referência à mãe e à mulher do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes da organização criminosa suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).
As mulheres eram funcionárias do senador até 2018. Em resposta, Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “nunca foi condenado a nada” e fez um aceno eleitoral aos colegas parlamentares. “Tudo o que o Brasil não precisa é desse ódio.
Se for da vontade de Deus, eu vou governar esse país para todo mundo, inclusive para quem me xinga nessa tribuna com mentiras e calúnias”, declarou. Transmissão ao vivo g1 Derrota do governo em indicação ao STF A sessão do Congresso ocorre um dia após uma derrota histórica do governo no Parlamento.
Na terça-feira (29), o Senado rejeitou a indicação feita por Lula do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O Congresso aprovou o chamado PL da Dosimetria em dezembro do ano passado. Na ocasião, Lula afirmou que vetaria a proposta, o que fez em 8 de janeiro deste ano, data que marcou os dois anos dos atos de vandalismo.
Agora, deputados e senadores podem derrubar o veto presidencial e permitir que a redução das penas entre em vigor.