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Greve no CAP-Uerj chega a 78 dias
Reprodução/TV Globo
Professores e servidores do Colégio de Aplicação da Uerj (CAP-Uerj) estão há 78 dias em greve, e a paralisação segue sem previsão de término.
Desde 25 de março, a maioria dos alunos está fora das salas de aula — apenas estudantes do 3º ano, que vão prestar vestibular, continuam tendo atividades. A longa paralisação tem impactado a rotina de famílias.
A enfermeira Maria Farias conta que precisa se revezar com o marido para cuidar da filha de 10 anos enquanto trabalha.
“No dia que estou de plantão, levo pra Realengo.
Quando não, a gente se organiza.
Mas quem trabalha todos os dias, não sei como está fazendo”, relata. Agora no g1 Aluna do 5º ano, Luiza Farias diz que sente falta da escola e do convívio.
“É bem chato, porque dá vontade de aprender.
Muita gente mora longe, e o único jeito de se comunicar é pelo colégio”, afirma. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Rio em tempo real e de graça Entre as principais reivindicações dos grevistas estão o adicional por tempo de serviço, plano de carreira e aumento do orçamento da universidade.
Apesar de reuniões com o governo interino, houve avanço apenas em parte das pautas, sem acordo final. Enquanto isso, pais relatam prejuízos à rotina e ao aprendizado dos filhos.
“Eu acordo quase todos os dias com meu filho chorando.
A gente tenta atividades, mas nada anda”, diz Régis Nogueira, pai de aluno.
Outra responsável afirma que o filho está “ocioso, triste e desanimado”. Na porta do colégio, a maioria dos portões permanece fechada.
Dentro e fora da unidade, cartazes de professores e responsáveis cobram solução.
Em abril, quando a greve completou 50 dias, famílias chegaram a fazer protestos no local. Em abril, quando a greve completou 50 dias, pais e alunos do CAP-Uerj chegaram a fazer protestos no local Reprodução/TV Globo Sem aulas, muitos responsáveis buscam alternativas para manter o ritmo de estudo.
“Coloquei na explicadora, porque quase três meses sem estudar faz perder o ritmo”, diz Maria Farias. A Uerj informou que ainda não definiu o novo calendário escolar, mas garantiu que as aulas serão repostas.
A universidade também disse que pretende agendar uma nova reunião para retomar as negociações.
Já o governo do estado afirmou que analisa as demandas com base em responsabilidade fiscal e que novas medidas dependem, entre outros fatores, da adesão ao programa de pagamento de dívidas dos estados e da definição sobre a distribuição dos royalties do petróleo no STF. Enquanto aguardam uma solução, alunos seguem fora das salas de aula — e contando os dias para o retorno.
“Quando voltar, quero brincar muito e estudar bastante com a minha turma”, diz Luiza Farias. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.
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Baixe o GloboPop. Desde 25 de março, a maioria dos alunos da Uerj estão fora das salas de aula Reprodução/TV Globo